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Receita de família: O chef Luciano Boseggia ensina a fazer Noz de Vitela, prato preferido de sua filha

Chef Luciano Boseggia e a filha, amante da vitela preparada pelo pai

Chef Luciano Boseggia e a filha Maria Lídia, amante da vitela preparada pelo pai

Nascido em Castiglione delle Stivere, vilarejo da região de Brescia, na Lombardia, Luciano Boseggia cresceu numa típica famiglia italiana, daquelas que fazem do almoço de domingo uma verdadeira festa. Ficou na lembrança um assado que sua avó materna sempre prepara quando recebia tios, primos e quem mais chegasse: a noz de vitela. Chef do Alloro, restaurante do Hotel Windsor Atlântica, ele diz que o prato também lembra a primavera, porque, depois do inverno rigoroso, a família se reunia aos domingos para almoçar ao ar livre e aproveitar as temperaturas mais amenas.

– Hoje, faço a vitela para minha filha, Maria Lídia, que mora em São Paulo. Ela vem uma ou duas vezes por mês passar o fim de semana comigo daí sempre vou para a cozinha. Também preparo receitas especiais para minha namorada, Priscila Riviera. O segredo da gastronomia é a paciência. A vitela, por exemplo, tem que marina por 12 horas. Para acompanhar, sugiro batatas ao forno com alecrim – diz Luciano, que está há mais de 30 anos no Brasil.

Foi o primeiro chef do Fasano, em São Paulo, onde fez fama com seus risotos. No Rio desde 2011, ele se lembra bem de como foram os primeiros passos entre ingredientes e panelas:

– Minha mãe fazia um coelho ao forno maravilhoso e um fettuccine com molho de manteiga e sálvia para acompanhar. Nas férias escolares, grudava nela e na minha vó. Foi logo cedo, aos 13, 14 anos, que tudo começou. Fui indicado por uma professora para trabalhar como uma espécie de office boy no Hotel Serenella, no Lago di Garda.

Depois de substituir um funcionário da cozinha que havia adoecido, Luciano nunca mais saiu do mundo da gastronomia. No seu apartamento, no Leme, pertinho do Alloro, o chef conta com uma companhia fiel: uma calopsita.

– Eu a chamava de Chico. Depois de muito tempo, descobri que era Chica. Ela fica no meu ombro toda hora. Enquanto descasco um legume, Chica come as cascas. Uma vez, quase caiu na frigideira. Tenho ainda duas gatas, a Dominique e a Romina.

Agora, o chef está às voltas com a preparação para mais um retorno à terra natal. Vai para a região do Piemonte, em busca das trufas brancas de Alba. Ciao!