Mural Comunicação

Monthly Archives: setembro 2014

Festival FARTURA BH transforma Belo Horizonte na capital brasileira da gastronomia

Praça José Mendes Júnior, em Belo Horizonte, transformou-se no pólo da gastronomia para o Fartura BH

Praça José Mendes Júnior, na capital mineira, transformou-se no pólo da gastronomia para o Fartura BH. Foto: Mural Comunicação

Belo Horizonte recebe entre os dias 27 e 28 de setembro o FESTIVAL FARTURA BH, evento que reúne – pela primeira vez – 70 chefs e produtores de 14 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal.  O palco na capital mineira para este grande espetáculo da gastronomia será a praça José Mendes Júnior, entre a Rua da Bahia e o Palácio da Liberdade. Ao todo, serão quase 80 espaços dedicados à venda de comida e bebida, além de 32 cursos e degustações, 18 atrações musicais, boutique e espaço kids.

Entre os chef, destaca-se Thomas Troisgros, do restaurante Olympe, do Rio de Janeiro. Filho do chef Claude Troisgros, Thomas é a quarta geração de um clã de chefs que construiu parte da história da gastronomia moderna. Sua casa foi eleita o Melhor Restaurante do RJ pelo Guia 4 Rodas 2012. No FESTIVAL FARTURA BH, Thomas vai preparar bouef bourguignon com açaí.

João Batista e Thomas Troigros, do restaurante Olympe, representando o Rio de Janeiro

João Batista e Thomas Troigros, do restaurante Olympe, representando o Rio de Janeiro. Foto Mural Comunicação

O evento, promovido pela mesma equipe do Festival de Gastronomia de Tiradentes, será realizado no sábado, de 12h às 22h, e no domingo, de 12h às 20h. Os ingressos devem ser trocados a partir do dia 18 por dois quilos de alimento, exceto fubá e sal, não perecíveis nas lojas do Supermercado Verdemar (Buritis, Raja Gabáglia e Sion) ou por uma doação de R$10 para o Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social).

O FESTIVAL FARTURA BH trará para Belo Horizonte produtos de Norte a Sul do Brasil – do Oiapoque ao Chuí –, que foram mapeados em três anos da Expedição Fartura Gastronomia, sob coordenação do curador gastronômico Rusty Marcellini. Neste período, foram percorridos 48 mil km, por 16 estados e o Distrito Federal: Amapá, Roraima, Espírito Santo, Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Alexandre Minardi, diretor de produção do Fartura BH

Alexandre Minardi, diretor de produção do Fartura BH Foto: Mural Comunicação

De acordo com o diretor geral do evento, Rodrigo Ferraz, a proposta é mostrar a relevância cultural e econômica destes produtores e cozinheiros descobertos durante as viagens pelo Brasil. “O FESTIVAL FARTURA BH tem como missão tornar público o que é nosso, o que pertence à nossa cultura. Minas Gerais é o destaque desta gastronomia brasileira. Por isso, Belo Horizonte é uma escolha natural para sediar o FESTIVAL FARTURA”, destaca.

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Segundo ele, a marca FARTURA vem exatamente dessa riqueza e diversidade, que torna o Brasil um verdadeiro continente de gastronomia: “Apesar de haver temperaturas mais acentuadas no Norte e no Sul, não temos climas extremos, com desertos ou áreas geladas. Isso permite que tenhamos uma enorme variedade de produtos, que vai do açaí, no Norte, às uvas, no Sul. Como diz o dito popular, basta jogar uma semente que no outro dia você terá uma árvore”.

Três doses acima: Um brinde à vista

Vista noturna do restaurante Rubaiyat, no Jockey.

Vista noturna do restaurante Rubaiyat, no Jockey.

Só vou a restaurantes novos um bom tempo após a inauguração – sei de todas as dificuldades e instabilidades pelas quais as casas passam nos primeiros meses e prefiro me abster de comentários. Mas, depois de alguma insistência, não pude resistir ao convite de David Zylbersztajn, um dos sócios do Rubaiyat Rio. E lá fui eu almoçar, sem muita vontade, no novo restaurante do Jockey.

De cara, encontrei uma simpática e querida amiga, e a nuvem “Paulistarum Terra Mater”(lema de São Bernardo do Campos, terra mãe dos paulistas) foi se desfazendo. Encostado no balcão, David bebericava uns drinques em teste. Chupitei um e outro, e gostei do de pepino. Os bancos do bar são escolhidos por profissionais: sentei em um deles e não queria mais me levantar. Tudo – couna, abdômen, bumbum – bem acomodados, e nada de pés pendurados.

Fomos fazer um tour pela casa, linda, bem montada, fina, requintada e blá, blá, blá…

E então chegamos à varanda. Fiquei com falta de ar diante do lindo cenário que se abriu, para além dos limites dela. De um lado, o Cristo. Em frente, a cadeira de montanhas e o bem tratado gramado do Jockey. Que maluquice pensar que antes esse espaço servia para guardar tratores e outros equipamentos do clube. Uma soberba que só quem vive numa cidade com tantas paisagens inigualáveis pode cometer.

Devorei e me deleitei com a vista. E soube que nos dias – ou noites – de páreo é muito emocionante estar por ali assistindo aos cavalos passarem correndo rente à varanda. Vou experimentar a emoção. Os pães, feitos na casa, são de perder o juízo, assim como o mil-folhas de doce de leite, um sedutor que te faz lamber a ponta dos dedos.

Com tantas gostosuras, não poderiam faltar os vinhos. E lá, claro, eles são a grande atração na carta de bebidas. Começando pela adega, toda de vidro com as modernas que hoje existem em Las Vegas, onde moças vestidas de coelhinhas sobrem em postes de pole dance para pegar as garrafas – quanto mais caro é o vinho, mais alta é a prateleira. Não é necessário dizer que, estando o Cristo tão certo e sendo o Rubaiyat uma casa familiar, aqui quem sobe nas escadas para pegar as garrafas são os sommeliers. Eles, por sinal, fizeram uma bela carta com algo em torno de 950 rótulos, mas ela não é cansativa e nem de difícil manuseio. A cada país ou região, os sommeliers fazem curtos comentários e, a cada vinho dão informações curtas e precisas – nada de folhas pisadas por javalis gordos. Sobre a Espanha, por exemplo, optaram por não comentar nada só escreveram frases  curtinhas sobre cada região. De Rueda, por exemplo, dizem que “é repudiada por produzir alguns dos melhores brancos da Espanha. A uva típica da região é a Verdejo, empregada nos melhores exemplares”. E descrevem Marques de Riscal, de Rueda, assim: “Branco, com boa acidez, floral com notas de frutas secas associadas a perfume de canela”.

Gosto muito dessas informações nas cartas de vinhos, pois ajudam o cliente a decidir. Um bom preço também é o senhor de tudo nessas oras, e no caso do vinho em questão, estamos falando de um investimento de R$ 100.

Mas há outros tão bons quanto e abaixo dos três dígitos. O “esbanjamento” se deu porque na hora do almoço tem um menu executivo de R$ 68. Se eu contasse que a vista saiu de graça, até que dava para investir um pouquinho mais na conta de Baco, não é mesmo?

Até sexta-feira.

Por Deise Novakoski
Publicado em 19 de setembro de 2014 no Jornal O Globo – Caderno Rio Show